Nem Shakespeare conseguiria decidir esse “ser ou não ser”

Ontem… foi algo.

Fui na mestre como ela mesma tinha marcado. Na penha, sozinha, mas foi tudo bem durante o trajeto.

Cheguei lá às 14h, e o plano era ficar até 22hs, mas eu tomei a decisão de levantar e ir embora por mim mesma quando as coisas começaram a ir ladeira abaixo.

Não que qualquer dia eu vá contar isso à minha mãe, considerando que qualquer coisa que saia do roteiro que ela quer para a minha vida em qualquer aspecto ela arranca, não importando o quanto vá doer já que já tem raízes em mim.

(Incrível, minha mãe foi no café no qual eu estava escrevendo e veio para brigar. Interrompeu meu estudo e estragou meu dia, como ela de fato gosta de fazer. Nem consegui meditar… Justo hoje que eu queria perguntar à Deusa sobre ontem…)

Enfim… Eu sei que carrego um peso gigantesco por causa da hereditariedade do meu pai – ser descendente de família de coronel do Nordeste inclui o sangue preto africano e indígena brasileiro que corre em minhas veias através de estupros e agressões. E sei disso. E sei que tenho o dever (e também a vontade) de seguir minha ancestralidade. De garantir que o sofrimento daquelas que deram suas vidas e passaram por muitas dores e injustiças… de garantir que nada tenha sido em vão.

A única outra pessoa que eu já vi beber daquele jeito que a mestre bebeu é o meu pai e o pai dele. O dia foi passando, e ela foi ficando estranha. Comentários sexuais sobre mim, querendo ficar me apertando, pegando, essas coisas.

Não ouviu mais mantra nenhum, passou direto pro sertanejo. Levantei e fui embora.

Agora… ela tinha prometido que não aconteceria de novo já que isso aconteceu exatamente assim quando nos conhecemos. E me pergunto se devo confiar nela para continuar o aprendizado. Já quebrou minha confiança e voltou atrás em sua palavra uma vez. Eu queria ter conseguido perguntar para a Deusa o que devo fazer, se devo confiar na mestre novamente…

Meu filho chama ela de madrinha quando fala comigo e com ela… Mas não consigo confiar os cuidados do meu bem mais precioso a uma pessoa desse jeito, esteja eu viva ou não.

Tomara que amanhã eu consiga.

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