
Credo, como eu sumi. Deveria ter mais compromisso comigo mesma sobre escrever aqui, né?
Depois do descarrego, percebi que meus mamilos invertidos não estavam tão invertidos — que eu talvez não odeie crianças por vontade própria.
Ligando vários pontos ao longo desses 22 dias, me toquei de que havia um feitiço para eu não ser mulher. Azar do meu tio e da esposa dele, já que menstruei pela primeira vez aos 9 anos, e o primeiro feitiço foi feito em 2010.
Sei agora que sou celta, cigana e bruxa, e despertei todo esse potencial do acúmulo das minhas vidas passadas, considerando que fui bruxa em absolutamente todas elas. Sei que o T. é minha alma gêmea, e que infelizmente ele está desencarnado. Sei que o nosso filho, L., um lindo menino loiro com olhos verdes, reencarnou comigo e será meu primeiro filho.
Há de se questionar se estou acreditando demais na palavra da minha mestre espiritual, tendo em vista a falta de provas de que tudo que ela falou é verdade. Entretanto, eu ser perseguida por crianças chamadas L., loiras dos olhos verdes; minha mãe também ser perseguida por crianças com essas mesmas características; eu ver meu filho andando comigo por aí com a mão no meu ombro; e o flash que tive do T. me abraçando por trás com as mãos na minha barriga grávida antes do pai dele nos assassinar, a ele, a mim e ao nosso bebê que nem nascera ainda…
Entendo que meu tio nesta vida é meu sogro — aquele que matou a minha família inteira e eu mesma na vida passada — e obviamente tenho medo do que ele pode fazer por dinheiro e avareza. Mas é meu dever e meu destino ser a melhor mãe que o L. deve ter, pois ele merece; aguentar 23 anos ouvindo que odeio crianças e não queria filhos, e mesmo assim ficar ao meu lado esse tempo todo e não desistir de mim… esse moleque merece tudo de bom que o universo tem a oferecer, e garantirei que assim seja. Meu tio não encostará um dedo sequer no meu bebê. Já basta ter feito feitiço para eu não engravidar e deixar de ser mulher espiritualmente, abrindo mão do dom maior da Grande Mãe, o dom de gerar vida em seu próprio corpo.
Não tenho como agradecer à Hécate por toda a proteção que ela vem me fornecendo ao longo desta vida. Não sei o que seria de mim a essa altura se ela não tivesse segurado a maioria dos ataques que recebi — as coisas já foram dignas do Campo de Asfódelos, imagina sem a proteção da Deusa.
Bom, hora de começar minha rotina para ir à casa da minha mestre celebrar o Sagrado Feminino.
Blessed be.
